“— Como seria um pedido de namoro ideal pra você?
— Sei lá.
— Se eu me ajoelhasse em meio a uma praça pública, e te pedisse em namoro?
— Eu mandaria você levantar e iria rir da sua cara.
— Romântico demais?
— Clichê demais.
— Se eu escrevesse uma música em homenagem à você, e fizesse o pedido?
— Não ia dar certo.
— Por que?
— Você canta mal.
— Porra.
— Que foi?
— Como é que vou te pedir em namoro então?
— Não sei… Só tenta.
— Namora comigo.
— Isso é uma ordem?
— Namora comigo, por favor?
— Tá implorando?
— Namora comigo ou…
— Agora vai me ameaçar?
— Quero uma namorada, ela precisa ser você.
— Precisa por que?
— Porque é tudo o que você mais quer.
— E você garante isso como?
— Se não quisesse, não me faria tentar mais de três vezes.
— E?
— E isso significa que nem precisava eu pedir. Você já é minha.
“E de repente, fiquei tão amarga, tão dura comigo mesma. E pra falar a verdade, eu não queria que isso estivesse acontecendo, não estou culpando ninguém, até porque, isso só está acontecendo, porque eu deixei. Eu pensei que ia ser forte o suficiente para virar o jogo, mas não. Eu acabei deixando muitas pessoas pisarem em mim, acabei falando menos o que eu deveria, acabei deixando de fazer muitas coisas, me machuquei tanto, que quando resolvi tomar uma atitude já era tarde, já tinha me tornado aquela menina fria, a menina que deixava teus sentimentos de lado. Mas eu não quero isso pra mim, não quero deixar a pose de menina boa, não quero esquecer de mim, não quero mais abaixar a cabeça para ninguém mais, eu não vou desistir de mudar, de mudar por mim, vou arranjar força, de onde eu pensei que nunca acharia, vou virar esse jogo, vou encarar as coisas de outra maneira, vou pensar por mim, vou amadurecer, vou ser uma nova eu.